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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

' histórias de terror '

Barulhos estranhos
Quando eu tinha 9 anos de idade, mudei para uma casa nova. Era uma casa de dois andares, pequena e não muito bonita, mas ben antiga. A minha mãe a havia comprado há alguns anos, mas até então só a havia alugado. Depois de uns dois meses, já havia conhecido os vizinhos, haviam muitas crianças lá, e me enturmado. Foi quando uma das vizinhas me perguntou: "Quem é que fica acordado à noite na tua casa?", "Ninguém", eu respondi, "Então como é que eu fico ouvindo barulho de porta batendo a noite toda? Eu contei o caso para minha mãe, que não deu muita importância. Eu também não ligava muito para isso, mas os vizinhos sempre diziam: "Como vocês têm coragem de morar aí?". Logo arrumamos uma empregada e essa sim morria de medo. "Quando eu estou embaixo ouço barulhos de gente lá em cima e quando estou em cima, ouço barulho embaixo", "Deve ser o cachorro", dizíamos, "Não, o cachorro fica deitado do meu lado". Ainda assim nunca ninguém se importou. Um dia, no entanto, estávamos dormindo (minha mãe era solteira, então dormíamos eu, ela e meu irmão no mesmo quarto) quando ouvimos alguém bater à porta. Não era uma batida comum, era muito forte. Sabe quando alguém já está batendo na porta há muito tempo e, impaciente, bate ainda mais forte? Era mais ou menos assim. Minha mãe foi até a porta e perguntou quem era, não houve resposta. Mais duas vezes ela perguntou e ninguém respondeu. Eu, que sou judeu, já havia pegado meu sidur (livro de orações) e rezado vários salmos. Minha mãe, então, ligou para a empregada e perguntou se ela havia batido na porta. A empregada respondeu que não. Depois de juntar coragem, as duas saíram de seus quartos e foram ver o que era. A casa estava na mais absoluta quietude. Foi então que a minha mãe contou: o antigo dono daquela casa havia sido assassinado, aparentemente pelo seu parceiro. Desde então, a mãe, o irmão e a tia dele haviam ido morar lá, mas todos saíram com medo. Até que a minha mãe comprou a casa, mas todos as pessoas para quem ela alugava também saíam dizendo que viram coisas. Nós moramos três anos nesta casa e, desde então, nunca mais tive experiências desse tipo. Particularmente, sou muito cético quanto a essas coisas. Os vizinhos no entanto, até hoje morrem de medo da casa. Anônimo, Manaus, Amazonas.
Casa Mal Assombrada
História enviada por Ricardo Serravallo Junior na cidade de Pinhal do Sudoeste.Minha familia havia comprado um sitio muito antigo na cidade de Pinhal do Sudoeste, corria uma história na cidade de que a antiga dona da casa havia sido assassinada pelo seu ex-amante a punhaladas dentro de um dos quartos, por isso aquele sitio era assombrado, ninguém deu muita importancia ao facto, achavamos que era coisa de caipira. Já na primeira noite, eu que era completamente incrédulo passei a respeitar todas as lendas e hisória que o pessoal conta pelo Brasil afora. O sitio era bem grande e antigo com uma aparencia sinistra, tinha 4 quartos, a cozinha não era ligada com o casarão antigo, nem o banheiro, por isso a noite eu tive que dar a volta pela casa para conseguir tirar agua do joelho, neste momento pude perceber alguem parado próximo a um arbusto me observando, nem fui ao banheiro, voltei correndo o mais rapido que pude e enfiei-me em baixo dos lençóis, passando a ouvir varios ruidos pelo corredor, arranhando as paredes, e as vezes até uns gemidos de dor, até que de repente tudo ficou no mais absoluto silencio, ouvindo apenas os animais noturno. Quando amanheceu o dia não contei nada a ninguém. O dia estava correndo normalmente, vez ou outra, viamos algum animal andando pelas arvores ou colhendo frutos no chão, a tarde passou e a noite chegou. Eram aproximadamente 2:00hs da manhã, quando o barulho começou novamente, eu tremia todo de medo, a porta do quarto estava entreaberta, como não havia iluminação elétrica no sitio (o sitio era bem antigo, mesmo), minha mãe deixou uma lamparina no meio do corredor, isso fazia com que eu conseguia ver se alguém passava diante do meu quarto, quando percebi alguém andando em direção ao quarto dos meus pais, achei que fosse minha mãe, pulei da cama corri para o corredor, pois estava com medo e tinha um sofá velho no quarto dos meus pais eu achei que minha mãe deixaria eu dormir lá, já que esta seria nossa ultima noite naquele sitio velho e bizarro, assim que alcancei minha mãe no corredor eu a toquei pelo ombro, e tomei um susto enorme, não era a minha mãe, era uma outra mulher em estado de decomposição, no lugar de seus olhos, percebi apenas manchas de sangue, gritei e sai correndo em direção ao meu quarto, joguei-me em cima da cama e a figura monstruosa estava parada na porta do quarto olhando para mim, não me lembro de ter visto meu irmão, porém ouvi seu grito, chamando meu pai, quando olhei novamente em direção da porta, já não havia mais ninguém, segundos depois entraram meu pai e minha mãe no meu quarto, eu contei o que havia acontecido mas eles não se importaram muito, até o meu irmão dizer que havia visto alguem parado na porta do meu quarto, ele achou que fosse minha mãe, e a chamou, mas quando ela virou ele percebeu que não, ele viu que era uma mulher velha e feia com o rosto pálido que parecia que ela estava morta. Parece que quando meu irmão contou essa história, meus pais perceberam que não era pesadelo que eu tive, pois nunca ouvi casos de pessoas que partilham seus pesadelos. Nós ficamos com aquela casa cerca de 3 anos, até que de tanto eu não ir, meus pais resolveram vender o sitio.
O Espelho
Nancy Fieldman, uma garota bonita e inteligente, de origem humilde, trabalhava em uma mansão na Inglaterra, juntamente com sua mãe por volta do ano 1870.Segundo a historia, Os senhor, dono da mansão onde Nancy e sua mãe trabalhavam era um homem com sérios problemas de personalidade, um "psicopata" sem escrúpulos, que tratava as duas muito mal, deixando para elas apenas as sobras de seus frequentes banquetes e um quarto frio onde as duas se acomodavam durante a noite, naquela mansão com inúmeros quartos quentes que ficavam trancados para o uso apenas dos hospedes e convidados.Devido ao tratamento desumano e também a uma anemia profunda, a mãe de Nancy veio a falecer, deixando para sua filha seus únicos bens materiais, uma pequena boneca de pano e um espelho emoldurado em mármore, deixado por seu pai com o seguinte dizer: "Serei o reflexo de tua alma onde quer que esteja" (entalhado na parte inferior do espelho).Nancy era uma garota tímida, porem muito sorridente, entretanto, com a morte de sua mãe, Nancy entrou em uma forte depressão e queria abandonar a mansão.O dono da mansão, sabendo de suas intenções, trancou a garota em um porão, de onde ela não podia sair, e o que era pior, a garota passou a ser violentada todas as noites naquele lugar.Certo dia, cansada desse sofrimento e sentindo muitas dores, Nancy tentou reagir as agressões a que era submetida, dando um golpe com sua boneca de pano na cara do homem. O dono da mansão, muito revoltado com a garota, esbofeteou-a e a asfixiou com a própria boneca.A garota derrubou o espelho ao se debater e ainda sem ar disse suas ultimas palavras: "Serei o reflexo de tua alma onde quer que esteja"...Semanas depois o homem foi encontrado com os cabelos completamente grisalhos, morto sem explicação com um pedaço do espelho entre as mãos.Ate hoje a morte desse homem tem sido um mistério, dizem que muitas pessoas morreram ou ficaram loucas após se apossarem daquele pedaço de espelho, muitos dizem ver o reflexo da pequena Nancy.
Cemitério de Porcos
No início do século, o navio de guerra brasileiro "Aquidabã" estava fundeado na Baía da Ilha Grande e um grupo de oficiais foi visitar a cidade,foram parar em um cemitério muito antigo e mal conservado, ao que um dos oficiais pegou uma pedra e, rindo escreveu no túmulo 1414, "cemitério de porcos".Segundo a história, naquela mesma noite, a caldeira do navio explodiu, o navio afundou rapidamente, causando a morte de muitos marinheiros e oficiais, entre eles, o capitão da fragata Barbosa Leite, aquele mesmo que havia escrito por sobre o túmulo.Na manhã seguinte, a Marinha havia decidido enterrar alguns mortos na cidade, e eis o destino, o capitão da fragata, Barbosa Leite, foi enterrado em um túmulo de número 1414, aonde havia escrito "Cemitério De Porcos".
A Cova
Há muitos anos atrás, um grupo de amigos em Ouro Preto - MG resolveu fazer uma aposta. Entrar a meia noite numa cova vazia que estava aberta no cemitério local.Todos os cinco entraram , mas o último, ao sair da cova, gritou de horror...Alguém o segurava e o puxava para dentro do buraco. Apavorados, os outros fugiram do local.No dia seguinte, encontraram um jovem de aproximadamente 25 anos, com os cabelos totalmente grisalhos, e expressão de horror, morto, dentro da cova aberta.Na sua calça jeans, estava agarrado um pedaço de raiz, que o prendeu e o matou de susto.
O melhor amigo do homem
No interior de Minas Gerais, contam a história de um sujeito, que se perdeu em uma mata. Ficou vagando por dias, sem água ou comida. Estava todo maltrapilho e a beira da morte.Ao longe, pôde avistar em uma clareira, um cão que latia para ele. Por um momento pensou que fosse uma alucinação causada pelo seu estado debilitado. Chegando mais perto, pode constatar que de facto era um cão que se afastava a passos lentos, cada vez que o homem se aproximava.Pensava o homem: "Se há um cachorro aqui, devo estar perto de alguma habitação, alguém deve morar por perto, vou seguí-lo."Andava na direção do animal, que se afastava como que mostrando o caminho, para o sujeito. Após algumas horas, o homem avistou uma pequena casa, mal construída, feita de barro e palha, onde um casal sentado a porta, conversava sobre amenidades.Feliz e desesperado, o homem correu na direcção dos dois moradores, sentiu-se salvo. Os dois, assustados, receberam o homem, tentando entender o que havia se passado.Depois de beber um pouco de água e se recuperar, o sujeito contou a história, falando do cachorro que o havia guiado pela mata até a casa onde eles se encontravam.Entreolhando-se, os dois moradores desconfiaram da história, dizendo que não havia nenhum cachorro por aquelas redondezas. Ele, então, se propôs a levar o casal até o local onde havia encontrado o cão pela primeira vez.Ao chegar lá, nada viram, a não ser uma cruz cravada sobre uma cova rasa, que o morador informou tratar-se do túmulo de seu filho que havia sido assassinado por uma matilha de lobos.
A criança
Lá pelas bandas de Mato Grosso, uma mulher chamada Mary achou uma criança jogada numa lata de lixo(por volta de 1992). Ela se perguntou quem poderia ter feito aquilo com a criança, imaginou que fosse uma pessoa muito cruel.Estava chovendo naquela noite e Mary resolveu levar a criança dali. Acolhendo-a em seus braços, Mary teve cuidado para não machucar a criança, mas ela percebia que quanto mais ela andava, mais a criança ficava pesada. A criança ficou tão pesada que Mary não conseguia mais carregá-la, ela resolveu olhar a criança p/ ver o que estava acontecendo. Foi neste momento que ela levou um susto, pois percebeu que a criança estava toda deformada. Ela deixou a criança ali mesmo e saiu correndo.Correndo com muita estupidez na chuva, Mary esbarrou num homem todo vestido de preto, que ao levantar seu chapéu fez com que Mary desmaiasse.Até hoje ninguém sabe quem era o homem vestido de preto.
O pequeno Capeta
História relatada por Rafael Luiz da Ilha.Esta história é real e aconteceu em algum lugar da Ilha do Governador.Existe uma mulher que não tem medo de nada, ou não tinha. Certa vez ela estava na rede de sua casa quando faltou luz, ela não tinha medo e continuou na dela. De repente, ela viu uma bola vermelha rolando de um lado p/ o outro dentro de sua casa, primeiro indo p/ seu quarto, depois p/ seu banheiro. Ela se manteve fria quando viu sair de seu quarto uma mão em decomposição. Ao se rastejar mais, ela pôde ver que era alguém em estado de putrefação. A incrédula viu o defunto se aproximar e com a bola vermelha debaixo do braço lhe dizendo:-Você não tem medo de nós, mas com certeza você terá medo do que vem aí.Ele desapareceu e algo aconteceu, mas até hoje ela não lembra. E se você a toca de surpresa ela leva sustos tremendos.
Fantasmas
História enviada por Renna sobre sua amiga Ohana Almeida, ambas de Campina Grande na Paraíba.Minha amiga me contou que certa vez quando ela estava em casa sozinha ela se olhou no espelho para espremer uma espinha e viu uma pessoa parada ao lado dela ela se assustou pois disse que a pessoa era muito pálida e tinha as roupas esfarrapadas e aparência fantasmágorica. Olhou para trás e viu que não havia ninguém, olhou no espelho novamente e nada viu. Foi para casa de uma vizinha até sua mãe chegar mas não tocou no assunto com ninguém a não ser eu. Nunca mais ela ficou em casa sozinha.
O fantasma de Margareth
História enviada por Danilo de Osasco.Thomas Brown ,um fotógrafo que trabalhava no bosque Beatyfull Green. Thomas era conhecido por tirar fotos de namorados que iam ao parque. Neste dia não foi diferente, Thomas estavá lá com sua máquina, quando apareceu um casal. Thomas por sua vez tirou uma foto deles,mas na revelação Thomas ficou espantado. Atrás do casal apareceu uma mancha branca que tinha um formato de uma pessoa.Thomas Brow ficou tão chocado que não entregou a foto ao casal. Ao longo do tempo Thomas começou a estudar a foto e a vida do casal que posou nessa foto macabra, mas nada consegui Brown. Depois de um tempo Brown, decidido foi até a casa do casal e mostrou-lhes a foto. Julia e Robert também não souberam explicar o fato daquela aparição. O tempo passou,Thomas Brown faleceu, e a sua busca incessante pelo facto não foi concluida. A foto ficou junto com seu filho que, por azar de Brow, não acreditava em fantasmas. Mas o facto só foi se desenrolar em meados de 1973 quando o netinho de Julia ,que se chamava Kevin, achou um saco enterrado no jardim da casa. Ao abrir o saco, deparou-se com uma ossada humana. Aquilo foi um choque para Kevin que tinha apenas 8 anos. Mas no exacto momento que Kevin estava gritando e chamando Julia, estava passando um carteiro e viu a cena que o rapaz transmitia com muito horror. O carteiro por sua vez foi acudi-lo, e no exacto momento viu o saco de ossos que estava na frente do menino. Abismado com o que viu, foi imediatamente à polícia local. A polícia ao chegar na casa onde estava o corpo, foi rápidamente interrogar a dona da casa, que por sinal estava muito inquieta e não quis dar depoimento. Os policiais acharam aquilo muito estranho,afinal a casa era dela. Levaram-na para a delegacia e obrigaram-na a dar o depoimento, foi neste momento que a verdade foi esclarecida. " A mãe de Julia era contra o seu namoro com Robert, e proibiu Julia de ve-lo, mas como Robert tinha um amor muito grande por ela, ia encontra-lá toda noite. Mas certa noite enluarada a mãe de Julia pegou os dois juntos, e imediatamente foi pra cima de Julia para castigá-la violentamente, mas Robert segurou-a pelos braços e Julia furiosa pegou uma pá que estava no jardim e bateu violentamente na cabeça de sua mãe. O sanque espirrou na cara de Robert, e a mãe de Julia caiu no chão toda ensanguentada. Julia disse aos policiais que ela e Robert não se desesperaram nem um pouco, e alem disso enterrou o cadáver em seu próprio jardim. O delegado ficou chocado com aquilo tudo, e providênciou um internamento em um manicômio para Julia passar o resto de sua vida. O filho de Thomas soube do caso e ficou horrizado. Mas o bom da história vem agora. Certa noite de insônia, Erick (filho de Thomas) teve uma visita um pouco demoníaca. Surgiu de trás da cortina uma mulher com um enorme buraco na cabeça elogiando o pai de Erick que de alguma forma ajudou a desvendar aquele mistério da foto.Pois aquela mancha era nada mais nada menos que Margareth (a mãe de Julia), que estava vigiando a sua filha maldita.
Final de Festa
História enviada por Onilson de "lugar não fornecido".Oi, chamo-me Onilson, tenho 20 anos, moro na região norte do país. Eu já tinha me decidido que não falaria disto com mais ninguém, entretanto, ao dividir minha experiência com as pessoas, provavelmente, me ajude a esquecer este absurdo e um dia quiçá e me sentirei melhor. É uma forma de desabafar.Bem, o que ora passo a escrever, aconteceu comigo, meu irmão Charles e meu amigo Ricardo, há cerca de uns quatro anos, quando no final de uma festa, íamos para casa no meio da madrugada e nos deparamos com o bizarro.O relógio marcava 3 horas da madrugada, o céu estava nublado e a noite estava muito escura, quando saímos de uma festa de aniversário em direcção às nossas casas.Claro, tínhamos bebido demasiadamente, mas por já estarmos acostumados, quase nem fez efeito tanta bebida. Então saímos e pegamos a pista. Após andarmos por certo tempo, Ricardo então disse: - Vamos pegar um atalho que conheço. Concordamos e fomos.De repente notamos um cheiro terrível, podre e azedo. Subitamente enevoou e não conseguíamos ver mais nada. Meu irmão então disse:- O que é aquilo? Olhamos e vimos vários cachorros passando de um lado para o outro como que guardando algo, entretanto eles pareciam estar mutilados. Então, logo um daqueles cães veio em nossa direcção, qual não foi o nosso espanto ao ver que não tinha um dos olhos, entretanto, rosnou muito para nós. Ricardo pegou um pedaço de pau e jogou no animal, que se espantou e correu.Meu irmão xingou e reclamou que pisou em algo melado. Percebemos que o chão estava todo melado com uma gosma bem nojenta, o mal-cheiro não parava.Dali a pouco começamos a ouvir vozes desesperadas gritando: - Por favor! Por favor! Salve minha alma! Salve minha alma! Pensamos: é palhaçada de algum imbecil querendo nos assustar.Infelizmente estávamos errados. Não existia ninguém brincando conosco. O que nos fez chegar a esta conclusão foi quando vimos várias pessoas nuas e deitadas no chão voltadas pra cima e mexendo com os braços, como que, se estivessem afogando.Meu irmão gritou: É um acidente. Claro, não poderíamos nos permitir fugir tanto da realidade. Só poderia ser um acidente horrível com muitas vítimas.Errados de novo. De repente chegamos bem perto pra ver o que era aquilo e concluímos que seres mutilados eram tragados pelo asfalto como que se afogando em um mar negro. Nossa fé nunca foi lá essas coisas, entretanto rezamos como monges ao assistir aquele absurdo. Mas não foi tudo, aqueles pobres desgraçados, exigiam nossa ajuda, alguns até pediam nossas almas.Olhei para os dois, eles, com seus olhos esbugalhados, diziam: - Onilson, isto não está acontecendo! Diga que não está. ! Não conversamos muito, naquele momento corremos feito loucos, pois concluímos, sem dúvida, a visão clara do inferno com suas almas condenadas. No caminho vimos algumas pessoas, mas não tivemos coragem de contar. Poderiam achar que éramos loucos. Depois daquele dia parei de beber, de sair à noite e procurei uma religião. Meu amigo Ricardo morreu alguns meses depois, numa briga com um marginal por causa de uma rapariga e meu irmão viajou para o nordeste e fazem anos que perdi o contato total com ele. O divino foi meu maior testemunho e me protegeu de eu ser levado à loucura naquele dia infame...
Ajuda do Além
História enviada por Danilo de Osasco.Nelson e Maria tinham acabado de se mudar para Fernandópolis que ficava no interior de São Paulo. O lugar era muito sossegado e bonito.Maria havia comprado aquela casa com o dinheiro da aposentadoria de Nelson, que sempre foi muito trabalhador, mas ele tinha um grande problema, era alcoólico. Talvez fosse por isso que Maria optou por comprar uma casa no interior, pois assim Nelson, agora aposentado, teria muitas tarefas para fazer, como carpir, cuidar da criação, etc...; O facto era que ele já estava muito debilitado da cachaça, e se continuasse em São Paulo sem trabalhar, ia acabar falecendo em virtude do álcool.Durante a tarde, depois que ele cuidava dos seus passarinhos, ia sempre ao boteco que ficava no bairro, para tomar umas e outras. E quando caia a noite, Nelson voltava para casa travado de bêbado. Foi numa dessas tardes que o inesperado aconteceu.Maria acabara de lavar a louça do almoço, quando Nelson disse que ia no bar tomar só uma dose de pinga, (isso era pura mentira pois toda vez que ele saia para beber, eram doses e mais doses), foi até o barracão, pegou sua bicicleta "Barra Forte" vermelha e foi rumo ao bar. Chegando no bar, Nelson pediu sua primeira dose, foi quando entrou um velho e sentou-se do lado dele, esse tal senhor pediu uma dose também e começou a conversar com Nelson, bebida vai bebida vem, já eram quase seis horas da tarde Nelson disse para o velho que ia embora, mas o mesmo convidou-o para ir na sua casa, que ficava a poucas distâncias do bar que estavam. No princípio, Nelson disse que não, mas ai o velho fez uma proposta irrecusável para um alcoólico. Disse que em sua casa havia algumas garrafas de Rum e Conhaque, Nelson ficou encantado com aquelas palavras e logo topou a proposta, afinal era horário de verão.Nelson e o seu recente amigo caminharam durante algumas horas, isso por que o velho disse que sua casa ficava a poucos metros do bar. Chegando finalmente à casa, Nelson deu conta de que havia esquecido sua bicicleta lá no bar, mas ao ver as garrafas de bebida ele não ligou mais para a bicicleta que tanto gostava. Ficaram bebendo e conversando e aos poucos ficando mais bêbados ainda, quando se deram conta já eram onze e meia da noite, Nelson despediu-se do seu amigo-de-copo e foi embora.O caminho parecia estar totalmente diferente, pois além da embriagues ele não conhecia o lugar, afinal morava naquela cidade havia apenas três semanas. A escuridão o açoitava, o vento gelado parecia corta-lhe a pela e a bebida parecia subir à cabeça mais e mais. Foi quando, ao pegar uma ladeira, deu de frente a uma pista rodoviária. Agora Nelson estava mais desesperado do que nunca, pois eles não haviam passado em nenhuma pista rodoviária.As enormes carretas passavam e só com o vento de sua velocidade derrubavam o pobre do Nelson. O seu desespero era tanto que começou a chorar, foi quando o macabro aconteceu. Já quase desistindo de que ia chegar em casa naquela noite, Nelson saiu da rodovia e entrou em uma clareira, ajeitou-se em uma moita e tentou dormir, mas ao firmar a vista em direção ao matagal, viu a figura de um enorme homem vestido de preto, com chapéu que parecia uma cartola muito elegante, vestia um casaco de couro negro e calçava uma bota que reluzia até naquela escuridão. Ao lado desse homem havia um menino que segurava sua mão direita. O menininho vestia uma capinha de chuva amarela e galocha.No primeiro momento, Nelson pensou que aquilo era o efeito da pinga, mas foi mesmo assim em direcção daquele misterioso ser. Ao chegar frente à frente com o homem, o bêbado perdido teve um enorme susto, o menino ao lado do homem não tinha rosto. Nelson ficou tão horrorizado que a bebisse passou na hora. O homem tranqüilizou-o dizendo para não ter medo, pois o menino é inofensivo.Nelson surpreende-se quando o enorme homem pegou na sua mão e disse que o levaria para casa, pois sabia aonde morava. O bêbado(que após o susto já não estava mais) fixou o olhar no rosto do homem e ficou pasmado, pois a criatura tinha olhos de fogo. Mas mesmo assim Nelson não fugiu pois a força que o homem segurava sua mão era tanta, que não havia nem como escapar.Caminharam lado á lado por uma trilha, Nelson puxava conversa, mas ele não respondia. O homem segurava o garotinho com a mão direita, e com a esquerda segurava o assustado Nelson.Para sua surpresa chegaram na casa em 15 minutos e para seu horror, quando se virou, as duas criaturas já não estavam mais lá.Nelson entrou em casa todo sujo de lama, Maria estava dormindo no sofá, ao seu lado havia um cinzeiro com várias betumas de cigarro. Logo Nelson notou a preocupação de Maria.Já se passaram 17 anos, e até hoje Nelson senta na sua varando com seu cigarro de palha e fica pensando o que era aquilo que o ajudou naquele momento de desespero. Será que era algum demonio que protege os bêbados ou será que era apenas fruto da sua imaginação.Hoje Nelson não toma mais nada de álcool, e é uma pessoa muito pensativa, pois só ele e eu sabemos o que aconteceu naquela noite.
O senhor dos Cemitérios
História relatada por Nelson Barbosa da Bahia.Chamo-me Nelson Barbosa dos Santos, tenho 46 anos, casado e moro em Feira de Santana, na Bahia. O facto relatado por mim, nestas linhas, aconteceu comigo, minha esposa Cirema e minha sogra Delsuíta, há cerca de uns seis anos quando, Delsuíta resolveu fazer consultas com uma senhora em um Centro Espírita.Ela começou a ter pesadelos com o marido que já havia falecido há anos. Neles, o via entrar no quarto vestido de preto, subir na sua cama e tentar estrangulá-la. Após inúmeras vezes, passando noites assim, tinha vezes que a coitada se dopava de café para não dormir. Ela, que não era muito religiosa, resolveu então ir fazer uma consulta com uma conhecida mediúnica.O dia então chegou. Eu e minha esposa passamos na casa dela e a conduzimos ao Centro Espírita. Lá chegando, fiquei aguardando as duas fora do estabelecimento. As horas voaram. Logo ficou bem tarde da noite. Eu já estava sonolento quando ambas terminaram de ser atendidas. Assim, fomos para a parada do autocarro. Próximo ao ponto, cerca de uns sessenta metros, não pude deixar de notar um cemitério. Conversávamos para passar o tempo, quando notamos, ao longe, o vulto de um homem que se aproximava. Não seria nada demais, se não fosse pelo facto de que a certa distância, ele já aparentava ser bem alto, como se estivesse montado a cavalo. Logo começamos a ouvir seus passos. Incrível, ele tinha um pouco mais dois metros, imagino, usava um chapéu e um casaco preto, com algo que lembrava uma capa. Parecia ter saído de um filme.Quando ele passou por nós, notamos que em seu rosto não existia vida nenhuma, parecia um boneco de cera (com grandes olhos negros) da pior qualidade. Pensei: - É uma brincadeira de mal gosto de algum miserável desocupado. Minha sogra gritou: - Não o encarem! É o guardião das almas perversas! Rezem, minhas crianças! Rezem! Desesperados, com os olhos evitando-o, rezamos trocando palavras mas sem parar. Ele então, deu um terrível urro, que mais parecia o de boi sendo esquartejado vivo. Minha esposa quase perdeu os sentidos, eu tremia dos pés a cabeça. De repente deu um vento fortíssimo levantou a poeira do chão numa espécie de roda-moinho e o espectro diabólico se dissolveu, um cheiro de coisa estragada tomou todo o ar a nossa volta. Minha esposa, então, voltou a si, então eu a coloquei em meus braços e nós três corremos para o próximo quarteirão, onde já se podia ver outras pessoas, que quando nos viram chegarmos assustados, logo perguntaram : - O que foi ? Minha sogra olhou para mim, como quem dizia: - Tome cuidado com que vai dizer. Eu então disse, para não acharem que éramos loucos: - Quase fomos assaltados. Alguns nos olharam desconfiados. Acredito que nossos olhos nos denunciavam para as pessoas que a verdade não era aquela.Daí fomos para uma rodoviária, não falamos uma só palavra, esperamos até o dia amanhecer, fomos para casa e ficamos dias pensando se era ou não possível que dois mundos tão diferentes, o das almas e o dos vivos, se colidissem daquela maneira. Minha esposa nunca mais tocou no assunto. Minha sogra já faleceu há alguns anos.Acredito que, naquela noite, pagamos um preço por termos nos arriscado tanto em um terreno onde nós não nos encaixávamos.
A última viagem
História relatada por Antônio Jrandir dos Santos de Cruzeiro do Sul-AC.Chamo-me Antônio Jurandir, tenho 32 anos, moro em Cruzeiro do Sul-AC. Quase todas as pessoas que conhecemos já ouviram falar de bruxas, bruxaria ou feiticeiras. Entretanto pode-se dizer que nem a 30% delas acreditam nestas coisas. Bem eu também não. Até que um facto, ocorrido comigo há dois anos, me colocaria à prova e mudaria as minha crenças.Naquele ano eu estudava e trabalhava. Então não me restavam opções a não ser trabalhar de dia e estudar a noite. Com isso levei um ano sempre pegando praticamente o mesmo autocarro e consequentemente o mesmo motorista (Carlão) todas as noites. Já éramos até amigos. Muitas vezes só íamos eu, ele e o cobrador. Então teve um dia que Carlão não me cumprimentou. Achei que deveria ser um dia daqueles em que deve ter dado alguma coisa errada. Também não procurei puxar conversa.No caminho pra casa ele parou num ponto e apanhou uma senhora bem magra vestida com uma roupa escura com um chalé roxo que aparentava ser muito velha. Ela entrou gratuitamente, por ser idosa. Então Carlão começou a reclamar: - Essas velhas ficam aí saindo de madrugada, podendo ser assaltadas, depois ficam aí reclamando. Também têm razão, é de graça. Só quero saber quem paga a passagem delas ? O cobrador olhou pra mim e fez um gesto com a cabeça censurando o colega por reclamar da pobre senhora que parecia ter idade pra ser tataravó de Carlão.A velha senhora não se fez de rogada, começou a cantar baixinho, tirou da bolsa um vidro com algo que parecia ser um remédio, esfregou-o nas suas mãos e começou a falar umas palavras que mal dava pra entender. Digo isto, porque eu estava sentado bem próximo dela e a vi fazendo isto, que mais lembrava um ritual. De repente ela levantou do banco pediu pra parar e ao passar ao lado dele para descer do autocarro, botou a mão em seu ombro e desejou um óptimo final de noite.Bem, passaram-se alguns dias até que depois de fazer umas cinco viagens sem ver meu amigo guiando o autocarro, perguntei ao novo motorista: - Onde estava Carlão? O rapaz então disse: - O Carlão pegou uma doença que o invalidou pra toda vida. Deu uma infecção nele que o deixou tetraplégico e o coitado inclusive nem fala mais. Você é amigo dele? Eu disse: - Sim, e lamento muito. Tentei ir ao hospital visitá-lo mas confesso que não fui por medo e pena. Preferi guardá-lo em meus pensamentos do jeito que ele sempre foi.Pode ter sido coincidência, como pode também não ter sido também.Já faz algum tempo que mudei de bairro e daquele dia pra cá, descobri que se a nossa fé no divino não for forte, é melhor tomarmos muito cuidado ao magoar-mos as pessoas, sendo elas, estranhos ou não.
Barbie Assassina
Uma menina de uma certa terra que sonhava em ter uma Barbie e que cresceu sempre pedindo por uma. Um dia ganhou a tão preciosa boneca, e começou a tratá-la como se fosse viva. Botava a Barbie pra dormir, dormia ao lado dela, fazia carinho, conversava, dava banho, tratava-a como se fosse filha.Numa noite, quando foi dormir, a boneca começou a se mexer. Ela pegou uma faca e esfaqueou a menina. Ouvindo os gritos da menina morrendo, a mãe subiu para o quarto e, vendo-a morta, ficou desesperada. A Barbie nem deixou que ela reagisse e já foi atacando também a mãe da sua dona, que caiu na porta do quarto. Em seguida, a Barbie desceu para a cozinha e esfaqueou também a empregada, que fazia tranquilamente os seus ultimos trabalhos do dia.Quando o pai da menina chegou em casa do trabalho, e viu a Barbie se mexendo, correu, pegou imediatamente álcool e fósforo e queimou a boneca, ela continuou se mexendo, e tentando atacá-lo, e ele colocava mais fogo e mais fogo e mais fogo até que a boneca finalmente caiu no chão.No dia seguinte todos comentavam sobre o ocorrido. Uma pessoa amiga da familia disse que conseguia ver os corpos da menina, e da sua mãe e empregada mortos, e a "boneca assassina" queimada no chão, toda desfeita. Uma outra amiga, que ouviu a sua historia, sempre costuma (e até hoje) dizer: não se deve dar ozadia a bonecos, nunca fique sozinho com eles e nunca, jamais ame-os ou trate-os como se fossem seres vivos. Nenhum deles é confiável.

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